A Lista de Schindler , é um filme norte-americano de 1993, dirigida por Steven Spielberg. O enredo traz a história de Oskar Schindler, homem simpatizante do nazismo, rico. Sua fortuna servia para adquirir o que bem lhe condizia, produtos no mercado negro, bebidas, bens, mulheres. Porém, essa história tomaria outro rumo e faria com que a vida de muitas pessoas não fosse mais apenas um número de mortos na guerra.
O filme discorre acerca de uma história verídica que ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial (1941-1945). Relata fatos que expressam as severas violações aos Direitos Humanos, que ao serem analisados em seu contexto, demonstram a necessidade da defesa e promoção das garantias inerentes a cada indivíduo. Não por acaso, há após o fim da grande guerra, a criação da Organização das Nações Unidas, que logo no preâmbulo de sua Carta, traduz o escopo de “preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra, que por duas vezes, no espaço da nossa vida, trouxe sofrimentos indizíveis à humanidade”.
E não é só a violência física que persiste nesses tempos, mas a impossibilidade de se ter liberdade de expressão, de possuir a sua propriedade, bens materiais, gerir a própria empresa, liberdade religiosa, à educação, à privacidade, a ter uma família, à identidade pessoal, à individualidade, e o maior bem de todos, o da vida e de constituir-se como povo são literalmente rechaçados. A obra coloca em xeque aspectos daquele tempo, mas que possuem direta aplicabilidade na contemporaneidade.
Em um dos negócios que realizara, Schindler conhece Itzhak Stern, contador judeu que numa troca de conversas comenta sobre a mão de obra judia, para ele a melhor uma das mais baratas naquela época. Oskar inova ao apropriar-se de uma fábrica utensílios de cozinha, após o decreto que proibia os judeus de serem proprietários de negócios. Era uma forma de enriquecer com a guerra.
Para tentar realizar negócios e prosperar na empresa, Oskar começa a fazer uma jogada com os possíveis compradores, oficiais nazistas de alta patente, oferece jantares, festas, cortesias. Itzhak foi contratado por ser um contador judeu, uma vez que sua mão-de-obra era mais barata que a de um polonês, e seria ele a mente que faria com que a ambição patrão tomasse forma. Com seus argumentos convenceria seu chefe que os judeus representavam maior lucratividade maior para o negócio. Fez com que toda a força de trabalho fosse exercida por esses. As famílias judias passaram a trocar reservas financeiras por postos de trabalho, e os deixava longe do campo de concentração. E assim, os negócios cresciam.
Em contraponto, a guerra avançava, os guetos foram destruidos, seriam transferidos todos para os campos de concentração. Com a influência que possui, Schindler conheceu muitas pessoas, dentre elas, Amon Goeth, comandante de um dos campos, o que seria útil após quando os trabalhadores da fábrica começaram a ser transportados para o campo de Plaszóvia. Schindler convenceu Goeth a separá-los dos demais, e fossem levados para um lugar onde estariam protegidos.
O gueto da cidade estava sendo invadido. Dias mais tarde, a instrução quanto à cremação dos cadáveres mortos no massacre já estava sendo passada, o caos se alastrava, Schindler nem mais parecia aquele homem que se preocupava apenas com a fortuna que possuía e o que mais poderia agregar a ela, resolveu que de alguma forma poderia ajudar aquelas pessoas indefesas que estavam morrendo simplesmente porque não correspondiam ao padrão político exigido.
Schindler e o contador já estavam próximos, o patrão começou a ver com outra ótica a situação e passou a ter empatia para com aquelas. Já que até aquele momento tinha atingido seu objetivo inicial e acumulado significativa renda, resolveu então tomar uma das decisões que mudariam a sua vida e de muitas outras pessoas.
Chegou a hora de redigir uma lista com os nomes daqueles que seriam transportados para Tchecoslováquia ao invés de Auschwitz. Até mesmo aqueles que anteriormente não foram aceitos, seja por preconceito ou por outros fatos que os impossibilitaram de serem contratados ou permanecerem na empresa, foram inseridos na lista e ali eram mais que números, eram números que correspondiam à vida, pensados um a um. Para cada nome da lista, a quantia a ser desembolsada iria para Goeth, que tomaria as medidas necessárias para o que o desvio de rota fosse bem sucedido.
Schindler não poupa esforços e muito menos dinheiro. Ele e Stern trabalham na lista que irá salvar mil e cem judeus do destino traiçoeiro que aguarda Auschwitz. O plano consiste em transferi-los com o pretexto da importância da mão-de-obra para sua fábrica de armamentos.
Entretanto, algo inesperado acontece no transporte das mulheres e crianças judias. As mesmas são enviadas a Auschwitz, onde tem seus cabelos cortados e roupas removidas. É a preparação para o banho da morte. Ao notar o erro da ferrovia, Oskar logo vai ao encontro das senhoras para reclamá-las. O responsável pela cidade estranha a atitude do empresário, mas logo aceita por uma porção de diamantes.
Por meses a fábrica Schindlers’s Brinnlitz funcionou, e como o esperado, não prosperou na produção de armas. O empresário encontra-se falido em função dos gastos com a empresa e com o bem-estar de seus operários. A rendição da Alemanha é anunciada, os operários são libertados e Oskar precisa fugir, em função de ser considerado um criminoso nazista.
O filme relata as lutas com as quais o Direito enfrenta diariamente. Após décadas das mais traumatizantes experiências mundiais, a humanidade de cada indivíduo ainda é questionada. Ainda existem conflitos, assassinatos em massa e crimes que permanecem impunes. Ainda, os cidadãos são questionados enquanto sua humanidade, pela rua raça, cor, etnia, opção sexual, dentre outras tantas diferenças que se evidenciam. E em muitos casos pode-se afirmar que tais conflitos e julgamentos são legitimados por crenças e pela própria política de um país, como foi durante o regime facistas alemão.
O jurista e filósofo Norberto Bobbio afirma que a política não necessariamente coincide com o social, pois no decorrer da história foram se separando do Estado, isso fica muito nítido no holocausto, uma política pautada na exclusão social, no uso de trabalho forçado e na tentativa de genocídio. Para ele, a prática política leva ao conceito de poder, este é ligado à capacidade de fazer valer a vontade sobre outros, nas palavras dele (Ibidem, p.153) “O poder político, emfim, funda-se sobre a posse dos instrumentos através dos quais se exerce força física (armas de todo tipo e grau): é o poder coativo no sentido mais estrito da palavra”. No filme, há um momento em que o protagonista dialoga com Goeth, em que Goeth afirma que “Controle é poder”, para Oskar a capacidade decidir se alguém vive ou morre de acordo com as suas ações do indivíduo não é poder, é justiça, para ele poder é quando se tem todas as justificativas para matar e não o faz, como era para os imperadores, que relevância havia para o imperador a vida de um gatuno? Só se espera justiça no âmbito no qual se está inserido, um imperador que se coloca no mesmo nível que um ladrão, que precisa realizar “justiça”, não tem poder, o verdadeiro poder é o perdão.
Já para outro autor, o jurista Hans Kelsen, o Estado e o direito são a mesma coisa. Para ele, um Estado deve possuir território, poder, centralização e população, mesmo que não seja legítimo e não possua nenhum tipo de segurança jurídica, assim não depende de moral, justiça e legitimação, o que faz ele a reconhecer o Estado nazista como um Estado válido. O filme exemplifica isso muito bem no começo, que relata a invasão alemã à Polônia, que estabelece um governo ilegítimo e que retira todas as garantias de posses e liberdade do povo judeu, confiscando suas casas e finanças, impedindo de possuírem negócios, se casarem, manifestar a fé e etc. “Se o Estado é reconhecido como uma ordem jurídica, se todo Estado é um Estado de Direito, esta expressão representa um pleonasmo. Porém, ela é efetivamente utilizada para designar um tipo especial de Estado, a saber, aquele que satisfaz aos requisitos da democracia e da segurança jurídica. ‘Estado de Direito’ neste sentido específico é uma ordem jurídica relativamente centralizada segundo a qual a jurisdição e a administração estão vinculadas às leis, isto é, às normas gerais que são estabelecidas por um parlamento eleito pelo povo, com ou sem a intervenção de um chefe de Estado que se encontra à testa do governo, os membros do governo são responsáveis por seus atos, os tribunais são independentes e certas liberdades dos cidadãos, particularmente a liberdade de crença e de consciência e liberdade da expressão do pensamento, são garantidas”. (KELSEN, 2006, pág. 139).
Michel Foucault considera o Estado como a junção entre direito, poder e verdade, sendo essa qual for. Para Foucault, o poder do Estado nos força a produzir, buscar e revelar a verdade, somos avaliados, coordenados, censurados e coagidos a exercer tarefas e impulsionados a viver em razão de discursos pretensamente verdadeiros, os quais trazem efeitos específicos do poder. Essa situação é exposta no filme nas várias ocasiões em que os judeus são ofendidos, marginalizados, agredidos e assassinados, por conta da justificativa que eram infra-humanos, como ratos e insetos. O conceito de microfísica do poder, desenvolvido por Foucault, nos ajuda a compreender algo essencial no filme, um dos diálogos entre Stern e Schindler, Oskar defende que Goeth não é um indivíduo ruim, mas é a guerra que traz o seu pior. O holocausto não teria tido a sua magnitude se fosse unicamente apoiado pela Alemanha nazista, a verdade é que a situação criada pelo nazismo de retirar a paridade de direito entre os indivíduos, acentuou as possibilidades de dominação sobre os judeus. Goeth, era sim um sujeito mal intencionado, só que a guerra lhe deu a oportunidade de agir como sempre pretendeu. Foucault considera o direito não como unicamente as leis, mas a realidade, cada expressão de poder, as pequenas dominações, que ao extremo podem nos levar a algo como o holocausto.
Bibliografia:
-http://cozinhaqpi.blogs.sapo.pt/3915.html
-http://www.livrariadoadvogado.com.br/estudo-direito/lista-de-schindler-sobre-abismos-que-o-direito-dificilmente-alcanca-a-0857348641
-https://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=949-http://brasilescola.uol.com.br/sociologia/ideia-politica-norberto-bobbio.htm-http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=4728
O filme discorre acerca de uma história verídica que ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial (1941-1945). Relata fatos que expressam as severas violações aos Direitos Humanos, que ao serem analisados em seu contexto, demonstram a necessidade da defesa e promoção das garantias inerentes a cada indivíduo. Não por acaso, há após o fim da grande guerra, a criação da Organização das Nações Unidas, que logo no preâmbulo de sua Carta, traduz o escopo de “preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra, que por duas vezes, no espaço da nossa vida, trouxe sofrimentos indizíveis à humanidade”.
E não é só a violência física que persiste nesses tempos, mas a impossibilidade de se ter liberdade de expressão, de possuir a sua propriedade, bens materiais, gerir a própria empresa, liberdade religiosa, à educação, à privacidade, a ter uma família, à identidade pessoal, à individualidade, e o maior bem de todos, o da vida e de constituir-se como povo são literalmente rechaçados. A obra coloca em xeque aspectos daquele tempo, mas que possuem direta aplicabilidade na contemporaneidade.
Em um dos negócios que realizara, Schindler conhece Itzhak Stern, contador judeu que numa troca de conversas comenta sobre a mão de obra judia, para ele a melhor uma das mais baratas naquela época. Oskar inova ao apropriar-se de uma fábrica utensílios de cozinha, após o decreto que proibia os judeus de serem proprietários de negócios. Era uma forma de enriquecer com a guerra.
Para tentar realizar negócios e prosperar na empresa, Oskar começa a fazer uma jogada com os possíveis compradores, oficiais nazistas de alta patente, oferece jantares, festas, cortesias. Itzhak foi contratado por ser um contador judeu, uma vez que sua mão-de-obra era mais barata que a de um polonês, e seria ele a mente que faria com que a ambição patrão tomasse forma. Com seus argumentos convenceria seu chefe que os judeus representavam maior lucratividade maior para o negócio. Fez com que toda a força de trabalho fosse exercida por esses. As famílias judias passaram a trocar reservas financeiras por postos de trabalho, e os deixava longe do campo de concentração. E assim, os negócios cresciam.
Em contraponto, a guerra avançava, os guetos foram destruidos, seriam transferidos todos para os campos de concentração. Com a influência que possui, Schindler conheceu muitas pessoas, dentre elas, Amon Goeth, comandante de um dos campos, o que seria útil após quando os trabalhadores da fábrica começaram a ser transportados para o campo de Plaszóvia. Schindler convenceu Goeth a separá-los dos demais, e fossem levados para um lugar onde estariam protegidos.
O gueto da cidade estava sendo invadido. Dias mais tarde, a instrução quanto à cremação dos cadáveres mortos no massacre já estava sendo passada, o caos se alastrava, Schindler nem mais parecia aquele homem que se preocupava apenas com a fortuna que possuía e o que mais poderia agregar a ela, resolveu que de alguma forma poderia ajudar aquelas pessoas indefesas que estavam morrendo simplesmente porque não correspondiam ao padrão político exigido.
Schindler e o contador já estavam próximos, o patrão começou a ver com outra ótica a situação e passou a ter empatia para com aquelas. Já que até aquele momento tinha atingido seu objetivo inicial e acumulado significativa renda, resolveu então tomar uma das decisões que mudariam a sua vida e de muitas outras pessoas.
Chegou a hora de redigir uma lista com os nomes daqueles que seriam transportados para Tchecoslováquia ao invés de Auschwitz. Até mesmo aqueles que anteriormente não foram aceitos, seja por preconceito ou por outros fatos que os impossibilitaram de serem contratados ou permanecerem na empresa, foram inseridos na lista e ali eram mais que números, eram números que correspondiam à vida, pensados um a um. Para cada nome da lista, a quantia a ser desembolsada iria para Goeth, que tomaria as medidas necessárias para o que o desvio de rota fosse bem sucedido.
Schindler não poupa esforços e muito menos dinheiro. Ele e Stern trabalham na lista que irá salvar mil e cem judeus do destino traiçoeiro que aguarda Auschwitz. O plano consiste em transferi-los com o pretexto da importância da mão-de-obra para sua fábrica de armamentos.
Entretanto, algo inesperado acontece no transporte das mulheres e crianças judias. As mesmas são enviadas a Auschwitz, onde tem seus cabelos cortados e roupas removidas. É a preparação para o banho da morte. Ao notar o erro da ferrovia, Oskar logo vai ao encontro das senhoras para reclamá-las. O responsável pela cidade estranha a atitude do empresário, mas logo aceita por uma porção de diamantes.
Por meses a fábrica Schindlers’s Brinnlitz funcionou, e como o esperado, não prosperou na produção de armas. O empresário encontra-se falido em função dos gastos com a empresa e com o bem-estar de seus operários. A rendição da Alemanha é anunciada, os operários são libertados e Oskar precisa fugir, em função de ser considerado um criminoso nazista.
O filme relata as lutas com as quais o Direito enfrenta diariamente. Após décadas das mais traumatizantes experiências mundiais, a humanidade de cada indivíduo ainda é questionada. Ainda existem conflitos, assassinatos em massa e crimes que permanecem impunes. Ainda, os cidadãos são questionados enquanto sua humanidade, pela rua raça, cor, etnia, opção sexual, dentre outras tantas diferenças que se evidenciam. E em muitos casos pode-se afirmar que tais conflitos e julgamentos são legitimados por crenças e pela própria política de um país, como foi durante o regime facistas alemão.
O jurista e filósofo Norberto Bobbio afirma que a política não necessariamente coincide com o social, pois no decorrer da história foram se separando do Estado, isso fica muito nítido no holocausto, uma política pautada na exclusão social, no uso de trabalho forçado e na tentativa de genocídio. Para ele, a prática política leva ao conceito de poder, este é ligado à capacidade de fazer valer a vontade sobre outros, nas palavras dele (Ibidem, p.153) “O poder político, emfim, funda-se sobre a posse dos instrumentos através dos quais se exerce força física (armas de todo tipo e grau): é o poder coativo no sentido mais estrito da palavra”. No filme, há um momento em que o protagonista dialoga com Goeth, em que Goeth afirma que “Controle é poder”, para Oskar a capacidade decidir se alguém vive ou morre de acordo com as suas ações do indivíduo não é poder, é justiça, para ele poder é quando se tem todas as justificativas para matar e não o faz, como era para os imperadores, que relevância havia para o imperador a vida de um gatuno? Só se espera justiça no âmbito no qual se está inserido, um imperador que se coloca no mesmo nível que um ladrão, que precisa realizar “justiça”, não tem poder, o verdadeiro poder é o perdão.
Já para outro autor, o jurista Hans Kelsen, o Estado e o direito são a mesma coisa. Para ele, um Estado deve possuir território, poder, centralização e população, mesmo que não seja legítimo e não possua nenhum tipo de segurança jurídica, assim não depende de moral, justiça e legitimação, o que faz ele a reconhecer o Estado nazista como um Estado válido. O filme exemplifica isso muito bem no começo, que relata a invasão alemã à Polônia, que estabelece um governo ilegítimo e que retira todas as garantias de posses e liberdade do povo judeu, confiscando suas casas e finanças, impedindo de possuírem negócios, se casarem, manifestar a fé e etc. “Se o Estado é reconhecido como uma ordem jurídica, se todo Estado é um Estado de Direito, esta expressão representa um pleonasmo. Porém, ela é efetivamente utilizada para designar um tipo especial de Estado, a saber, aquele que satisfaz aos requisitos da democracia e da segurança jurídica. ‘Estado de Direito’ neste sentido específico é uma ordem jurídica relativamente centralizada segundo a qual a jurisdição e a administração estão vinculadas às leis, isto é, às normas gerais que são estabelecidas por um parlamento eleito pelo povo, com ou sem a intervenção de um chefe de Estado que se encontra à testa do governo, os membros do governo são responsáveis por seus atos, os tribunais são independentes e certas liberdades dos cidadãos, particularmente a liberdade de crença e de consciência e liberdade da expressão do pensamento, são garantidas”. (KELSEN, 2006, pág. 139).
Michel Foucault considera o Estado como a junção entre direito, poder e verdade, sendo essa qual for. Para Foucault, o poder do Estado nos força a produzir, buscar e revelar a verdade, somos avaliados, coordenados, censurados e coagidos a exercer tarefas e impulsionados a viver em razão de discursos pretensamente verdadeiros, os quais trazem efeitos específicos do poder. Essa situação é exposta no filme nas várias ocasiões em que os judeus são ofendidos, marginalizados, agredidos e assassinados, por conta da justificativa que eram infra-humanos, como ratos e insetos. O conceito de microfísica do poder, desenvolvido por Foucault, nos ajuda a compreender algo essencial no filme, um dos diálogos entre Stern e Schindler, Oskar defende que Goeth não é um indivíduo ruim, mas é a guerra que traz o seu pior. O holocausto não teria tido a sua magnitude se fosse unicamente apoiado pela Alemanha nazista, a verdade é que a situação criada pelo nazismo de retirar a paridade de direito entre os indivíduos, acentuou as possibilidades de dominação sobre os judeus. Goeth, era sim um sujeito mal intencionado, só que a guerra lhe deu a oportunidade de agir como sempre pretendeu. Foucault considera o direito não como unicamente as leis, mas a realidade, cada expressão de poder, as pequenas dominações, que ao extremo podem nos levar a algo como o holocausto.
Bibliografia:
-http://cozinhaqpi.blogs.sapo.pt/3915.html
-http://www.livrariadoadvogado.com.br/estudo-direito/lista-de-schindler-sobre-abismos-que-o-direito-dificilmente-alcanca-a-0857348641
-https://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=949-http://brasilescola.uol.com.br/sociologia/ideia-politica-norberto-bobbio.htm-http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=4728
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